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TRATO FEITO
Artista: Pi Brandão

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Exposição

O Salão da Fotografia CONSIGO surgiu com a intenção de fomentar a fotografia como arte, desde a imagem documental à expressão abstrata, sua apreciação e discussão pelos amantes da fotografia, frequentadores da tradicional rua Conselheiro Crispiniano.
São 120m de área na CONSIGO destinados, desde o ano 2000, à exposição dos trabalhos de profissionais e amadores de diversas vertentes da fotografia.
Seja bem vindo e critique sempre!

TRATO FEITO


TRATO FEITO

Fotografias de Pi Brandão
Curadoria Mayra Lamy
Colaboração Lia Nasser

Representação e identidade são questões cruciais da fotografia de retrato, como afirma Phillip Prodger, principal curador da National Portrait Gallery, em Londres, “ainda que as circunstâncias tenham mudado ao longo dos séculos, o desafio de como (e por quê) representar outro ser humano significativamente é essencialmente constante”¹. Em uma vaidosa era de selfies que pululam incessantemente nas linhas do tempo e histories das mídias atuais, Pi Brandão escolhe não voltar a câmera de seu celular contra si, mas aponta-la ao outro com o mesmo movimento, de abordagem íntima e ângulo fechado.

E é num breve instante, antes desse relativamente simples impulso, que ela faz um trato com o retratado, um trato de entrega e cumplicidade. Em suas fotografias é nítida a forte conexão com retratado e isso torna ainda mais impressionante o fato de que Pi não fotografa profissionalmente, pois nela não irrompe o medo de se aproximar ao máximo do objeto de suas imagens, ponto chave para um bom retrato, e como bem apontou Robert Caputo, um dos erros mais comuns entre os amadores da fotografia².

O que é hoje o congelamento de um ordinário momento, e no caso dos retratos aqui apresentados são momentos de descontração, leveza e amizade, requer tempo para adquirir significado e relevância, assim como a identidade é um fluxo que também se transforma com o tempo.

Um retrato pode ser feito com ou sem o conhecimento do retratado, no caso das fotografias que Pi produz, são sempre um trato com consentimento. Como bem disse o mestre Irving Penn, “pessoa sensíveis, diante da perspectiva de um retrato, posam com a face que gostariam de mostrar ao mundo, e geralmente o que está por trás dessa fachada é mais raro e maravilhoso do que o retratado sabe ou ousa acreditar” ³, mas além das sub máscaras, um retrato também diz muito sobre quem está por trás da câmera.

Entre famosos, anônimos amigos e desconhecidos, a interpelação de Pi Brandão é a mesma: rápida, destemida, sincera, e compositivamente interessante.

Mayra Lamy

(1) Em entrevista à Alexander Strecker, Lens Culture, 2016. “On one level there is no difference; all the curators at the NPG deal with the same questions of representation and identity. Although the circumstances have changed over the centuries, the challenge of how (and why) to represent another human meaningfully is essentially constant.”
(2)Robert Caputo, National Geographic, Photography Field Guide: People and Portraits, 2002. “The most common mistake made by photographers is that they are not physically close enough to their subjects. In some cases this means that the center of interest—the subject—is just a speck, too small to have any impact. Even when it is big enough to be decipherable, it usually carries little meaning. Viewers can sense when a subject is small because it was supposed to be and when it is small because the photographer was too shy to get close”.
(3)Trecho do texto de abertura da exposição retrospectiva de Irving Penn na National Portrait Gallery, Londres, em 2010.


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